Home Data de criação : 08/09/23 Última atualização : 11/10/17 11:43 / 51 Artigos publicados

2011  escrito em quarta 11 maio 2011 16:44

Oi, pessoal

 

Oi,  pessoal

Estava pensando  em como começar os trabalhos deste ano de 2011, quando percebi que 2+0+1+1 = 4  - (que coisa não? Esta prof. até sabe fazer conta, rS, rS, rS...)!, Bom o resultado é “4” e então veio a idéia que tal fazermos um trabalho a quatro mãos?

Eu começo com duas digitando os textos e vocês com mais duas, comentando sobre eles, aqui mesmo no blog e sempre que der.... levo o "note" pra sala e a gente juntinhos com muitas mãos e bocas faz o que vocês gostam tanto ... TAGARELAMOS... sobre assuntos variados.

Aguardo  vocês, bjs  - Clara

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PREPARAÇÃO PARA PROVÃO DE REDAÇÃO  escrito em domingo 29 agosto 2010 17:44

TEXTO  1

A ARMADILHA DA CORRUPÇÃO [3.11.2005]

(Contardo Calligaris)

No fim de semana passado, estive no encontro do Instituto DNA Brasil, em Campos do Jordão. O evento reunia pessoas representativas de várias áreas, para que, durante três dias, debatessem sobre os meios para tornar o país "justo e habitável com dignidade".

Um dia inteiro foi dedicado ao tema da corrupção. A imprensa já relatou as sugestões às quais a gente chegou, consensualmente ou quase: desde o financiamento público das campanhas até o voto distrital misto ou a possibilidade de revogar os mandatos antes do seu fim.

No sábado, bem na hora em que começava a discussão sobre a corrupção, chegou a revista Veja, com a reportagem de capa sobre o suposto financiamento cubano na campanha do PT de 2002.

A pior conseqüência desta série interminável de denúncias e apurações é a aparente "confirmação" de um lugar-comum desastroso: "Eles são todos corruptos" ("eles" são, no caso, os políticos).

Não me importa agora decidir se "eles" são mesmo todos corruptos. Tampouco penso que a imprensa tenha de esconder o que ela descobre só para não "comprovar" que "eles são todos corruptos". Mas o fato é que esse lugar-comum é uma armadilha para nossa capacidade de agir como cidadãos.

Aparte: a reunião do DNA não caiu na armadilha da indignação diante da corrupção generalizada, e esse não foi o menor de seus méritos. Mas a exceção não derruba a regra que vou expor.

Qual é o efeito em nós do "eles são todos corruptos"?

Várias vezes, nos últimos meses, fui entrevistado sobre o estado de espírito dos brasileiros nas circunstâncias atuais. A pergunta, quase sempre, sugeria a resposta esperada: "Quais são os efeitos em seus pacientes da decepção e da depressão nacionais?". Em geral, respondi, preguiçosamente, que, de fato, os acontecimentos são tristes e deprimentes.

Mas essa resposta óbvia (para a qual não seria preciso um especialista) é falsa.

Em regra, o narcisismo da gente funciona assim: quanto maior a imperfeição do mundo, quanto maior a decepção que nos é imposta pela conduta dos outros, tanto maior é nossa exaltação narcisista. No caso, atrás das queixas, a constatação de que nossos representantes e governantes seriam todos corruptos está longe de ser depressiva.

É lógico: acreditar que os outros sejam todos deficientes morais é o melhor jeito de afirmar que nós, ao contrário e em comparação, somos gigantes da moralidade.

Contemplar o mundo como um vasto teatro de defeitos equivale a erigir um monumento à nossa suposta integridade, graças ao seguinte raciocínio implícito (capenga, mas gratificante): se podemos constatar que todos os outros são corruptos, é porque somos os ÚNICOS limpos. De repente, confirmar nossa grandiosa unicidade se torna nossa ocupação principal. Com isso, é paralisada nossa capacidade de transformar o mundo.

A psicologia do self (esta foi, ao meu ver, sua maior contribuição à psicanálise) mostrou o seguinte: temos acesso ao mundo e a uma ação minimamente eficaz para transformá-lo quando paramos de contemplar sua imperfeição (celebrando a unicidade de nossa diferença) e enxergamos na realidade algo (diferente de nós) que possamos idealizar.

Por exemplo, se vivo numa cidade em que acho horríveis todas as habitações salvo a minha, dedico-me integralmente a caiar de branco a fachada de minha casa, na qual, aliás, fecho-me como num sepulcro. Mas se reconheço que, na cidade, há outras moradias que são mais bonitas do que a minha, há chances que um dia eu queira sair de pincel e vassoura na mão para pintar de branco as fachadas da cidade inteira e para lavar as calçadas.

O que vale para as casas vale para os outros. Se acho que todos os outros são imperfeitos, considero-me como a única exceção, torno-me meu próprio ideal, ou seja, só idealizo (e amo) a mim mesmo. É a razão pela qual, em geral, um terapeuta se abstém de julgar moralmente seus pacientes: quem julga está quase sempre mais preocupado em comemorar sua própria integridade do que em entender o outro.

Em suma, as denúncias que assolam nosso cotidiano podem dar lugar a uma vontade de transformar o mundo só se nossa indignação não afetar o mundo inteiro. "Eles são TODOS corruptos" é um pensamento que serve apenas para "confirmar" a "integridade" de quem se indigna.

O lugar-comum sobre a corrupção generalizada não é uma armadilha para os corruptos: eles continuam iguais e livres, enquanto, fechados em casa, festejamos nossa esplendorosa retidão.

O dito lugar-comum é uma armadilha que amarra e imobiliza os mesmos que denunciam a imperfeição do mundo inteiro.

Nota: alguns conseguem contemplar e lamentar a imperfeição do mundo sem se gabar de sua própria perfeição. O melhor exemplo (e o mais raro) são os santos. A santidade não consiste só em reconhecer suas próprias falhas ou em perdoar as falhas dos outros. O santo, além disso, enxerga a imperfeição do mundo, mas continua encontrando razões para amá-lo, ou seja, continua encontrando seus ideais lá fora, na banalidade imperfeita dos outros.

 

TEXTO 2

 

 

Ponto de vista: Lya Luft (Veja on- line)
Um Natal para reflexão

"No reduto de nossa casa, dos abraços sinceros, das memórias comovidas, dos bons projetos e do derradeiro otimismo,este é um Natal para repensar muita coisa"

Há dois Natais em cada um de nós: o que sonha e o que sofre, o que concilia e o que corrói, o que se aflige e o que celebra, o que descrê e o que espera, o que cobre a cabeça para não ver e o que fala alto, claro e com fervor. Por acaso – eu, que pouco acredito em acasos – esta coluna vai sair na véspera da véspera de Natal: tema espinhoso, pois há os que cultuam, os que detestam, os que ignoram, os que ficam melancólicos, e todos precisam ser respeitados, todos no mesmo barco da alegria ou do susto, e da geral perplexidade sobre o que fazer, como fazer, quando começar a fazer. Fazer o quê? Refletir, mudar, gritar, amar, comprar ou vender, esperar, talvez morrer. Escrever, no meu caso. Sobre mim, sobre o mundo, sobre este estranho país de contrastes, de desencontros e desencantos, de rala e rara esperança.

Não aprecio a torre de marfim da estética e da emoção, em que se pretende que a realidade não nos diga respeito: diz respeito, sim, pois acredito que cada cidadão é senhor, é mestre em assuntos de seu país. Tem o doutorado da dura experiência, das contas a pagar, do emprego a conseguir, dos líderes cínicos e decepcionantes, dos filhos a criar, da saúde a desejar, da esperança a manter, apesar de tudo. No território da realidade concreta, aparentemente nossa resignação precisa começar a criar seus limites: bom presente de Natal para cada pessoa que pensa. Bradar em vez de sussurrar; olhar de frente em lugar de se esconder.

Ilustração Atômica Studio


Andamos demais acomodados, todo mundo reclamando em voz baixa como se fosse errado indignar-se. Sem ufanismo, que dele estou cansada, sem dizer que este é um país rico, de gente boa e cordata, com natureza (a que sobrou) belíssima e generosa – sem fantasiar nem botar óculos cor-de-rosa que o momento não permite, eu me pergunto o que anda acontecendo com a gente. Tenho medo disso que nos tornamos ou em que estamos nos transformando, achando bonita a ignorância eloqüente, engraçado o cinismo bem-vestido, interessante o banditismo arrojado, normal o abismo em cuja beira nos equilibramos – não malabaristas, mas palhaços.

Saúde, educação, cultura, estradas, ferrovias, aviação estão numa decadência nunca vista, sem falar na honradez de nossos homens públicos. Líderes mentem e se desmentem, acobertam-se, insultam-se, à vista de todos se comprometem com a corrupção e os mais variados escândalos! Tudo normal, como o império macabro da violência que nos faz correr nas ruas feito ratos amedrontados, fechados em casa à noite devido à guerra civil, felizes se nenhuma das pessoas que amamos foi assaltada e morta naquele dia.

Dormimos no chão dos aeroportos, contentes quando nosso avião afinal chega salvo ao seu destino, enquanto se fazem mais cortes nesse setor e em muitos outros, para poder pagar o fantástico salário de deputados e senadores: as coisas por aqui são assim mesmo, por que se incomodar?

Tudo isso, e muito mais, acontecer com tamanha naturalidade é péssimo sinal. Mas como nem tudo são horrores, também existem os amigos que não nos decepcionam, os amores que nos fundamentam, os batalhadores e os idealistas, os conciliadores que nos fazem acreditar em harmonia mais do que em desagregação e rancor, no futuro mais do que no duvidoso presente. Houve no público e no pessoal realizações e até decência, e é bom lembrar disso para que a gente recupere a vergonha, abra braços mais generosos, endireite a espinha da dignidade e adoce a voz de todos os amores.

Para os que acreditam e os que apenas gostariam de acreditar em alguma religião, em algumas pessoas, em alguma nobreza, em alguma esperança, em si mesmos ou em sua família, este é um momento de parar, pensar, escutar e enxergar dentro e além dos limites pessoais e dos fatos com os quais corremos o perigo de nos resignar. No reduto de nossa casa, dos abraços sinceros, das memórias comovidas, dos bons projetos e do derradeiro otimismo, este é um Natal para repensar muita coisa, e prestar mais atenção no que está havendo dentro e fora de nós: indagando, de verdade, em que pessoas estamos nos tornando, que futuro estamos preparando, que país, que ordem, que progresso, que bem-estar, que segurança, que esperanças criamos neste quase fim de 2006.

TEXTO 3

ÉTICA

O que é – Conjunto de valores morais que orienta o comportamento dos indivíduos, de um grupo social ou de uma sociedade. Também pode ser entendido como o campo da filosofia que reflete sobre os costumes e a moral.

CORRUPÇÃO- É um dos efeitos da falta de ética. No mundo político, empresarial ou corporativo, a corrupção é chamada de crime do colarinho-branco. Para que haja um corrupto é preciso que haja um corruptor.

PATRIMÔNIO PÚBLICO- São os bens do estado e das entidades públicas que pertencem a todos os cidadãos e devem ser utilizados em benefício do interesse comum. Um indivíduo corrupto se apropria do patrimônio público, tratando-o como patrimônio privado. Tal conduta contradiz os valores republicanos básicos: a República pertence a todos e não pode ser administrada para favorecer uns poucos em detrimento dos demais.

IMPUNIDADE – Quando a ausência de punição se generaliza, a impunidade acaba por se tornar um estímulo à corrupção. A impunidade cria nos criminosos a expectativa de que não serão condenados nem cumprirão pena. 

(Guia do Estudante Atualidades – África- Editora Abril)

 

 

 

 

 

 

 

 

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Paixão, sorte sua...  (sexualidade) escrito em sexta 02 julho 2010 16:42

A paixão é um estado de euforia incomparável. Quem está apaixonado fica com o coração a mil, os olhos vivos, o corpo mais ágil. Não é à toa que os apaixonados são mais bonitos. O casal quer estar junto o tempo todo. Vive de uma forma tão intensa essa união que o mundo ao redor não existe e a presença de amigos e familiares até atrapalha.

Há uma série de mecanismos inconscientes nessa atração intensa. Existem sentimentos que estão sendo resgatados, como o amor que se perdeu no passado, as carências não resolvidas, os desejos inconfessáveis. Às vezes, é possível alcançar um bom grau de sintonia e entrosamento, quando se encontra uma pessoa que tem os mesmos interesses, objetivos e projetos semelhantes aos seus.

Nos estados de encantamento e paixão, a química entre os amantes motiva essa “pseudo-loucura” e a presença do feromônio torna o desejo quase insaciável. A sexualidade nessa circunstância passa a ser uma fonte inesgotável de prazer, onde praticamente não existe espaço e nem chance para os problemas sexuais.

Alguns autores dizem que a paixão tem um tempo de duração determinado: cerca de um ano. Outros afirmam que pode durar mais. Há ainda os que atribuem a ela um tempo máximo de seis meses. Infelizmente algumas pessoas passam a vida toda a espera da paixão que não acontece.

Deixando de lado o debate entre as diversas linhas de pensamento, o fato é que nos primeiros dois anos de relacionamento as trocas afetivas e sexuais são mais intensas, ou seja, há uma necessidade vital da presença do outro. Passado esse período, o casal não se enxerga mais pela lente cor-de-rosa da paixão. Gradualmente, começam a incomodar alguns aspectos que provavelmente já existiam, mas não eram percebidos. Surgem, então, toda sorte de incertezas e inseguranças, que provocam períodos de intolerância, irritabilidade e comprometimento da sexualidade e também levam à redução da freqüência sexual.

Na verdade, é possível comparar um romance à construção de um edifício. No decorrer da paixão, o relacionamento sobe 10, 15 andares de uma só vez, mas a base, que é o companheirismo, a amizade, o respeito, ainda não foi cimentada. Certamente, será preciso muito mais concreto para fortalecer a estrutura e, caso não haja sustentação suficiente, o prédio irá desabar. É só uma questão de tempo.

Muitas vezes, a paixão dura pouco devido à projeção que a pessoa faz sobre o ser amado. O homem, por exemplo, pode achar que finalmente vai ser a pessoa mais feliz do mundo com a mulher bonita ou inteligente que acaba de conhecer. E ela, por sua vez, acredita que finalmente encontrará o sucesso por causa daquele homem que transmite muita segurança e também tem muito destaque no seu grupo social.

Consciente ou inconscientemente, as pessoas se relacionam por suas carências. Vêem no outro a solução. Mas a solução depende exclusivamente da própria pessoa e da sua capacidade de desenvolver atitudes de companheirismo e compreensão para se relacionar com respeito e amizade. São esses ingredientes que vão sustentar a relação e manter a chama acesa por mais tempo.

Dr.Moacir Costa

Projeto AMAR BEM

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Atitudes que os Pais devem adotar no tema das relações entre moças e rapazes adolescentes  (sexualidade) escrito em sexta 02 julho 2010 16:41

Atitudes que os Pais devem adotar no tema das relações entre moças e rapazes adolescentes

Gerardo Castilho (Livro: Educar para a amizade) 

            É muito conveniente o relacionamento entre moças e rapazes ao longo da adolescência. As diversas fases que descrevemos cumprem uma função necessária no desenvolvimento da amizade e na preparação do futuro amor. Por isso, os pais devem evitar preconceitos e atitudes de defesa prévia que dificultem o relacionamento normal entre moças e rapazes adolescentes.

            O relacionamento nos grupos mistos fomenta o desenvolvimento da virilidade e da feminilidade e ajuda a conhecer as pessoas do outro sexo. Rapazes e moças aprendem a conviver e adquirem qualidades complementares.

            Tudo isto não significa que a missão dos pais se reduza a permitir, sem nenhuma orientação e controle, o relacionamento do seu filho ou da sua filha com adolescentes do outro sexo. Acabamos de ver os riscos que existem nesse tipo de convivência. Esses riscos exigem um trabalho preventivo por parte da família e uma orientação dos filhos em cada situação concreta.

            O trabalho preventivo deve começar muitos anos antes da adolescência, por meio de uma educação sexual progressiva e correta no âmbito familiar. Esta tarefa corresponde aos pais, por serem colaboradores diretos de Deus na origem da vida e por serem os primeiros e principais educadores. Os próprios filhos esperam que sejam eles quem lhes explique o mistério da vida. É extremamente necessário que os pais não cedam à moda atual que pretende eximi-los dessa responsabilidade com o pretexto de que não estão preparados. Nos casos - poucos - em que lhes possa faltar essa preparação, a atitude sensata e útil consiste em que os seus colaboradores (professores e tutores) os ajudem a adquiri-la, não que pretendam substituí-los.

            Uma educação sexual correta não deve limitar-se a informar. É cada vez mais freqüente que se ministre às crianças e adolescentes uma informação excessiva

para a capacidade de compreensão de cada idade, e que por outro lado falte completamente o enfoque educativo. É preciso situar o biológico no contexto do amor espiritual, como algo que está a serviço da plenitude da pessoa e por isso faz parte dos planos de Deus. E ao mesmo tempo é preciso fortalecer o autodomínio, o respeito pelas pessoas do outro sexo e as virtudes do pudor e da castidade.

            A educação sexual é apenas um dos aspectos da educação para o amor. Os filhos aceitam-na e entendem-na melhor quando se vive na família um clima de amor, em que o amor generoso e sacrificado dos esposos é um ponto de referência chave. Se ao longo da infância os filhos receberem essa ajuda para descobrirem a função do sexo dentro da realidade global da pessoa, o risco de padecerem de curiosidades doentias e de sentimentos de culpa injustificados quando chegar a puberdade será muito menor.

            A educação progressiva da vontade, por meio da aquisição de todas as virtudes e especialmente, no nosso caso, das do pudor e da pureza, será um ponto de apoio muito importante para evitar as manifestações prematuras da sexualidade durante a adolescência.

            Durante a etapa do "amor platônico", normalmente não surgem problemas nas relações menina-menino. Os pais, no entanto, deverão estar atentos à sua evolução, já que nunca se podem descartar dois possíveis riscos: o prolongamento dessa etapa e a sedução.

            Quando o amor idealizado se prolonga para além da adolescência, transforma-se numa realidade anômala. É um problema que aparece com mais freqüência entre as meninas, uma vez que nelas a imaginação tem um papel mais importante do que nos rapazes: "Muitas delas constroem um amante imaginário, um amante-ídolo, um amante-pretexto, com o qual se alienam numa "mitomania" amorosa que as impede de tomar conhecimento e estabelecer o contacto concreto com os rapazes" [1]. Nestes casos, é urgente facilitar um relacionamento com os rapazes, para que não acabem por fugir à realidade do amor.

            Há também o risco de que o adulto que é objeto da admiração romântica interprete mal essa atitude ou se aproveite dela. Neste caso, estamos diante do sério problema da sedução de uma menor.

            Na etapa das turmas mistas, existe o risco de que a amizade grupal se transforme em amizade íntima, flerte ou namoro prematuro, como vimos. Nesta fase, deve-se propor aos filhos que continuem a sair em turma com os seus amigos e amigas. Não devem ignorar que a amizade íntima com uma pessoa do outro sexo é, na maioria dos casos, uma "passarela" que conduz ao amor, para o qual não estão preparados.

            Se, apesar dos conselhos paternos, algum filho se vincula a uma pessoa do outro sexo, é preciso evitar, na minha opinião, a proibição taxativa de que saiam juntos. A experiência diz que, quando se dramatiza ou se proíbe este tipo de relação, a atração entre os dois adolescentes cresce como um incêndio avivado pelo vento. Pelo contrário, quando não há oposição frontal, o flerte ou o namoro prematuros costumam desaparecer em pouco tempo, como uma fogueira que se apaga por si.

            O problema mais difícil surge, como é evidente, quando essa relação prematura permanece apesar da prudência dos pais. Penso que nestes casos a única coisa que se pode fazer é rezar pelo filho, falar amigavelmente com ele e agir por vias indiretas, como a mudança de colégio. Mas se não houver amizade verdadeira entre os pais e os filhos, os conselhos e advertências serão inúteis e até contraproducentes.

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OS ALUNOS FALAM  (Os alunos falam) escrito em sexta 02 julho 2010 16:38

FALANDO SOBRE A FOME 

Matheus (8ª D)

Hoje em dia muitas pessoas passam fome não apenas porque não têm dinheiro para comprar o que comer, mas também por uma série de coisas que o governo tenta esconder como, por exemplo: as monoculturas, as multinacionais.  A fome é um problema que pode acabar quando nos conscientizarmos que somos todos iguais e que merecemos ter uma vida digna, com um emprego, bom salário e educação. Assim daremos um passo para acabar com a fome.

 

Valdirene (8ª D)

Quando se fala em fome mundial muitas vezes se pensa logo em falta de alimento, mas na verdade a fome é devido ao mau planejamento do governo e da sociedade em geral. Em minha opinião todos deveríamos contribuir para que esse problema acabe, fazendo a nossa parte e não desperdiçando alimentos enquanto muitos não têm o que comer.

 

Ana Paula (8ª D)

A fome está presente em todo mundo e se transforma em um problema cada vez maior por causa das desigualdades sociais. A solução deve partir das pessoas quando elas pararem e perceberem que o problema só acabará com uma atitude de todos.

 

Luanny (8ª D)

A fome é um grande problema que deve ser encarado de frente. A fome não é apenas o que sentimos quando necessitamos de comida é algo mais. Os países deveriam ter como prioridade esse assunto, mas eles colocam causas falsas para justificar seu descaso. Se eles podem gastar milhões com armas que só trazem a destruição porque não podem gastar com a alimentação e com a vida saudável do seu povo?

 Anderson 3º A

 

O que leva as pessoas a sentirem fome?

R: O desperdício, a ganância.

Quais as consequências?

R: Perda de peso, desnutrição, doenças, morte...

Como ajudar?

Ser voluntário em ONG's, fazer a sua parte

Acabar completamente com a fome?

Um enorme problema precisa de todos juntos nesse combate, afinal o homem vive sozinho ou em SOCIEDADE?

 

Aline Joicy - 3º A

 

O que seria a verdadeira fome? Talvez a fome de conhecimento e de melhor organização financeira. Não adianta haver investimento na parte alimentícia, porque ao analizarmos a situação, isso é na verdade um ciclo social: o homem precisa se alimentar para estudar, precisa dos estudos para trabalhar e sem o trabalho não consegue se alimentar. Assim se resume uma das grandes falhas também na saúde da população, afinal a fome pode ser a raíz de vários problemas mundiais a serem resolvidos. A solução mais viável é que todos trabalhem juntos, melhorando a distribuição de renda com países emergentes investindo no que realmente importa para melhorar a qualidade de vida da população.

 

 

E POR FALAR EM PAIXÃO...

 

Ítalo Hugo 3º A

 

A paixão é algo que merece certo respaldo porque se trata de um sentimento, embora comum, muito subjetivo. Isso a torna um tanto complicada de discutir – visto que muitos não provaram desse “mel” – já que possui vasto campo.

Como podemos comprovar a humanidade sempre teve certa atenção concernente a esse assunto. Desde a antiguidade há manuscritos, histórias e mitos que diversos povos, tribos, nações e etnias contam a cerca da paixão.

Mas porque o ser humano embora viva em um mundo globalizado e tecnológico, ainda carrega a paixão como um grande foco em sua vida? Resposta simples: a paixão será um dos poucos sentimentos que o homem (quando me refiro a homem, refiro-me também a mulher) manterá em sua vida, daqui para frente, embora muitos sentimentos como amor ao próximo, humanismo e outros, cada vez mais se tornem extintos em nosso mundo. Poucos sentimentos subsistirão a esse mundo conturbado de hoje e um deles, posso afirmar com toda convicção, é algo o qual faz o homem ficar manso, tolerante, amoroso, amigável, além de “louco”. Esse algo a que me refiro senhoras e senhores, é nada mais, nada menos que a Sra. Paixão, esta por sua vez ainda penetra em corações rijos, duros como rocha. Insensíveis como seja, ainda infiltra-se e sempre manterá seu “lugarzinho” nos corações humanos.

Patrícia 8ª B

...”a mulher cansa de seu parceiro por motivos sexuais e porque ela está à procura de uma relação sexual de verdade, mais prazerosa (porque é isso que toda mulher precisa), o homem não pode fazer só o que ele quer, mas o que sua parceira quer também.”

 Joyce 8ª B

“... os homens deveriam se cuidar mais, deixar de serem egoístas, de pensarem que são os “garanhões” e darem mais espaço para as parceiras interferirem e ajudarem a resolver os problemas que atormentam o relacionamento a dois”

 Laissa Raquel 8ª B

Falando dos textos de sexualidade....  “eu gostei muito dos textos porque a gente aprende um pouco sobre cada coisa.

Bom, a paixão é um sentimento inexplicável, que ninguém entende. A paixão pode deixar a pessoa cega, tipo assim, você gosta de uma pessoa e acha ela linda, mas na verdade todo mundo vê que ela é horrível ou também pode acontecer erros na hora da relação e você achar que foi perfeito (o que o amor não faz!!!).

Eu acho que os meninos deveriam se cuidar mais e não ter medo de ir ao médico porque ficar com o problema é bem pior.

Na parte do sexo seguro, eu acho que a mulher é que tem que ter mais consciência, porque os meninos não estão nem aí, e também porque quem tá correndo o risco de engravidar e pegar doenças são as mulheres, e também quem vai ter que cuidar da criança são as mulheres. Eles também deveriam ter consciência, mas são um bando de irresponsáveis... ‘Então quem tem que cuidar é a gente ‘.”

 

 

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